Automação: Mais tecnologia na sua casa!

OLAR!

Hoje vamos falar de um assunto que particularmente me agrada muito e que vem facilitando demaaais as nossas vidas no decorrer dos anos, Tecnologia! Mais especificamente “Automação”.

Mas o que é isso, Rafo?! É tipo Transformers é?
…Não. Calma, jovem.

Normalmente, nós aqui do Olar falamos sobre tudo relacionado a arquitetura, passando conhecimento adquirido, tendências, dicas e mais. Porém, achamos que para falar sobre o assunto de maneira mais apropriada, nada melhor do que um profissional gabaritado na área. Então hoje a matéria será diferente, porque não será uma matéria, e sim uma entrevista com Carlos Mauricio Feitosa Nogueira, que é engenheiro eletricista e integrador na área de automação eletrônica. Carlos representa a All in Tech smart solutions, empresa essa que já vem ajudando clientes e arquitetos a implementar tecnologia nas residências e empresas.

Então fiz uma série de perguntas para ele referente a tudo que engloba essa área tão legal da construção civil, tentando sempre abordar os assuntos que mais geram dúvidas e interesse das pessoas. Vamos lá!

P: Vamos começar do começo: o que é Automação?

R: É nome que se dá a sistemas desenvolvidos para controlar processos ou equipamentos sem a necessidade da ação direta do homem. Tais sistemas de automação permitem que equipamentos e máquinas sejam controlados por meio de dispositivos eletro-eletrônicos como computadores e/ou dispositivos móveis como celulares e tablets.


P: Quem é e como identificar o profissional que desenvolve sistemas de Automação?
R: O profissional que desenvolve sistemas de Automação é chamado de INTEGRADOR. E é ele que vai além de criar o sistema de Automação principal como também colocar este mesmo sistema para conversar com outros subsistemas, como Centrais de alarmes, Sistema de Câmeras, sistemas de iluminação, Centrais de Ar Condicionais, Sistemas de Irrigação, Sistemas de Som Ambiente Multiroom, Áudio & Vídeo, Sistemas de Videoporteiro, Sistemas de Controle de Acesso por Biometria, entre outros. Desta forma o sistema de Automação controla todos os subsistemas a partir de sua interface gráfica e não obriga o usuário a trocar de aplicativo/software toda vez que precisar controlar um destes subsistemas.
Quanto as qualificações é uma escolha pessoal de cada profissional. Pois está diretamente ligado aos sistemas de cada fabricante escolhidos pelo profissional para trabalhar. Via de regra quanto mais certificações de fabricantes um integrador tiver mais capacitado ele estará para fazer integrações com mais fabricantes.

P: Como poderíamos diferenciar os sistemas de Automação? 
R: Primeiramente é importante ressaltar que podemos separar os sistemas de automações em 3 níveis principais.
Nível básico – seriam os sistemas mais simples que existem. Os mesmos executam ações sem preocupar se o objetivo foi alcançado (ligar ar condicionado, ligar tv, etc).
Nível intermediário – seria um sistema semelhante ao nível 1. Porém, com o acréscimo de sensores que meçam certos parâmetros como temperatura, intensidade luminosa e que com isso ajudem o usuário numa tomada de decisão (Exemplo: o usuário liga o ar condicionado a partir do que o sensor de temperatura está medindo. O usuário só liga as luzes se o sensor de luz natural acusar a necessidade).
Nível avançado – seria o que chamamos de sistemas autônomos. Neste caso, o sistema pode tomar decisões baseados em programações prévias a partir de medições ou estados de sensores que ficam constantemente monitorando o(s) ambiente(s) (Exemplo: o sistema de irrigação só entra se o jardim estiver seco e se estiver no horário pré-programado). Este sistema é bem comum em edifícios. Pois nestes casos quanto menos interação humana melhor.


P: Como é feita a escolha do que automatizar? Como é feita a venda ao cliente? (como você apresenta as possibilidades).
R: É primordial que o Integrador conheça o cliente diretamente, sempre que possível. Isso visa diminuir a chance de erro no dimensionamento do projeto. Tanto em custo quanto em recurso.
É muito comum o integrador traçar o perfil do cliente a partir de alguém a frente da obra como arquitetos, engenheiros e designers.
Quando o perfil do cliente não é fiel ao seu jeito de viver encontramos problemas no momento que enviamos a primeira versão de orçamento. É onde o cliente se frustra. Pode ser tanto pelo projeto/proposta não contemplar tudo que ele gostaria ou porque o custo está acima do esperado devido ao excesso de recursos. Isso deve ser evitado ao máximo! Pois, muitas vezes, é neste momento que se perde o negócio e o cliente fica com o sentimento de que a Automação não cabe no seu bolso. Que nem sempre é verdade.
Muitas vezes o cliente não conhece e não sabe o que quer. Outras vezes viu na casa de algum amigo e gostaria de ter igual. Neste momento que entra a habilidade do integrador de extrair do cliente seus sonhos de consumo e aderir ao projeto. É como disse Steve Jobs – “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas”.

P: Como implantar num projeto arquitetônico? Como é feita a elaboração do projeto junto ao arquiteto?
R: Neste quesito o mercado há muito que evoluir. Quando o integrador for visto como parceiro estratégico do Arquiteto com certeza o mercado profissional crescerá. Pois, recairia sobre ele, o integrador, a responsabilidade de implantar na casa, apto, empresa, todas as soluções tecnológicas que o cliente necessita.
O momento mais adequado tecnicamente da entrada de um integrador é quando o Arquiteto está idealizando todas as soluções que o projeto vai demandar, inclusive a tecnológica. Pois é certo que o integrador dará feedbacks importantes e que irão sugerir modificações ou ajustes na proposta arquitetônica.
Certa vez fui convidado para dar solução e suporte num projeto de uma determinada profissional da cidade. Porém, quando tomei conhecimento do andamento do projeto vi que todos os detalhes construtivos já estavam fechados. Então, neste momento só me restou declinar. Seria algo próximo que chamar um engenheiro eletricista para o projeto de instalações elétricas depois da obra civil completamente finalizada.

P: Quais os problemas mais significativos que o integrador encontra no momento de executar um projeto de automação?
R: Existem certos problemas de projetos bem conhecidos no meio. Um deles é a falta de SHAFTs. Isso causa um problema muito sério. Muitas vezes somos obrigados a passar cabos por locais menos recomendados. Ai nestes casos apelamos para criatividade. Mas, não é o correto.
*SHAFTS: O shaft, também conhecidos como duto, são aberturas verticais para a passagem de tubulações, sobretudo para instalações
Um outro problema muito comum é a falta de simetria nas salas de Home Theater. Para os sistemas de Áudio e Vídeo é grave. Pois, o posicionamento das caixas acústicas em um sistema Dolby Digital 5.1 por exemplo, se baseia numa distribuição equidistante das mesmas, e no centro deve estar sempre o telespectador, a TV ou Tela de projeção. Isso garante o correto envolvimento visual e acústico em filmes e etc.

P: Em caso de problemas técnicos, como se dá a assistência?
R: Quando a solução técnica é bem escolhida e bem executada dificilmente dará problema ou retornos. Mas, para isso o integrador precisa ser um profissional com experiência e com boas certificações. Há muitas soluções de custo baixo que dão problemas depois quando em uso no dia a dia. Mas cada caso é um caso.

P: Quais a promessas para o mundo da automação em 2018 e 2019?
R: Hoje está em alta os dispositivos de reconhecimento de voz como Alexa, Home Kit e Google Home.

Para 2019 eu particularmente vejo uma tendência de integração com carros elétricos. Onde os mesmos serão mais um item dentro do sistema de Automação. O cliente terá acesso a telemetria do carro podendo ver carga de bateria, temperatura dentro e fora do veículo, GPS, quilometragem e previsão de manutenção por exemplo.



P: Na sua opinião qual é o fator que mais te chama atenção nessa área?
R: A tecnologia está impondo mudanças de hábitos e como os profissionais devem trabalhar em equipe.
O tempo gasto no trânsito está cada vez mais elevado e sistemas de automação podem ajudar em muitos destes casos. Já que o monitoramento e controle da casa/apto/empresa é através de um app no celular pessoal de cada um, transformando um tempo perdido em produtivo.    
Então eu acredito que a facilitação das tarefas do dia a dia em conjunto ao maior conforto para o usuário, é de fato o que mais me chama atenção.


Espero que essa pequena entrevista tenha ajudado vocês a entender melhor como funciona a integração da automação nas suas casas e empresas. 

Se ficaram interessados, aqui embaixo vou deixar as redes sociais do Carlos caso vocês tenham dúvidas que queiram tirar com ele, ou quem sabe contratar os serviços de automação né?
Valeu gente, até mais.

Carlos Mauricio F. Nogueira / Integrador
Eng. Eletricista formado pela UTAM (hoje EST-UEA). Certificado pela Aureside (Assoc. Brasileira de Automação Residencial) e Membro da KNX Association como KNX Partner.
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/carlosmfnogueira/ 


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