MDF OU MDP, QUAL USAR?

OLAR!

Olá gente linda, hoje vamos tirar uma dúvida que todo mundo tem ou já teve um dia, a diferença entre MDF e MDP. Oi? Tá falando grego?



Todo mundo tem algum objeto de desejo babadeiro, seja um móvel na sala, cozinha, banheiro ou quarto, não é mesmo? E, melhor do que ter um desejo é ver ele concretizado no seu cômodo, perfeitamente casado com seu ambiente (mentalizem um emoji de corações bem aqui).  Mas, e quando você quer mandar fazer e não sabe qual matéria prima escolher, e fica perdidinho quando o seu Fulano, marceneiro, fala em MDF e MDP. O que é isso? Qual é mais vantajoso? Existe o melhor?

MDF (Medium Density Fiberboard)

Vamos começar pelo MDF, que no bom português, significa Partículas de Média Densidade. O MDF não deixa de ser uma madeira, mas trabalhada de uma outra forma para formar painéis de espessuras variadas, é homogêneo, pois não possui camadas, é feito de fibras de madeira compactas e não orientadas, não entendeu? É como se colocássemos algodão numa prensa e ficasse chapado. Dessa forma, permite que a chapa seja cortada em qualquer sentido, possibilitando trabalhos de usinagem elaborados, formação de curvas e com uma ampla gama de acabamentos Essa característica confere ao MDF uma superfície perfeita para a aplicação de pintura, vernizes, colagem de lâminas de madeira e diversos tipos de usinagem, inclusive aquelas para encaixe, sendo perfeito para acabamentos.

Outra grande vantagem do MDF é que resiste super bem ao desgaste, além de não sofrer com a variação de temperatura, podendo ser usado também em ambientes externos. Ele tem a cor uniforme, ótima usinabilidade, aceita bem pinturas, lacas, laminados melamínicos ou lâminas de madeira natural, por ter uma superfície extremamente lisa e sem irregularidades. O MDF não dilata como a madeira maciça e, possui normalmente algum tipo de tratamento antibactericida e antifúngico, evitando o ataque de pragas, como cupins e outros.

Claro que não é um produto prefeito e tem seus pontos negativos, né manas, mas que podem ser de certa forma contornados. O MDF possui baixíssima resistência a umidade ou qualquer tipo de líquido que entre em contato com ele. Por ser produzido com fibras de madeira aglutinada e colada, a fibra está sedenta por umidade, absorvendo-a rapidamente, nesse caso, o MDF incha, chegando a dobrar de espessura, dependendo da severidade do contato com a água. Outro ponto negativo é que ele não é indicado para vencer grandes vãos, por ser um material pesado, ele “embarriga” quando é usado em prateleiras grandes ou usos similares.

Existe um MDF naval no mercado, o MDF Hidrófugo, de coloração esverdeada, que possui uma resina que o impermeabiliza, transformando-o mais resistente a umidade, mas não a prova d’água, e logo, o bichinho é mais caro.

Uma outra alternativa é também MDF Valchromat, já colorido na massa, que não precisa necessariamente de acabamento ou pintura e pode ser usado em projetos ou móveis diferenciados.

MDP (Medium Density Particleboard)

Já o MDP é um painel de aglomerado constituído de três camadas de partículas de madeira geralmente Pinus ou Eucalipto, resumindo, é como se pegássemos um monte de farelos de madeira e prensássemos, formando a chapa, sendo as duas camadas externas de pequena gramatura e a interna de gramatura maior. Dessa maneira, ele tem maior estabilidade dimensional, resistência mecânica, isolamento acústico e resistência a empenamentos e deformações, perfeito para estruturas. 

É muito utilizado na fabricação de móveis com linhas retas (como portas, prateleiras, gavetas, etc.) e com pouca usinagem. A sua estrutura é mais econômica e competitiva perto de outros móveis fabricados com matérias-primas similares. A garantia e qualidade também superam muitos outros. Por ter propriedades mecânicas superiores, o MDP, tem maior resistência ao “arrancamento” de parafusos, podendo o móvel ser montado e desmontado, e tem menor absorção de umidade e empenamento, por ser composto de partículas de madeira, existem espaços vazios entre uma partícula e outra. Então, ele não absorve a umidade com a mesma velocidade, pois quando isso acontece, as partículas incham, mas a umidade preenche primeiro os espaços vazios para, em seguida, aumentar a espessura do painel. Além de inchar menos, ele ainda possui uma taxa de retração quando a umidade cessa.

O MDP apresenta alta absorção de tintas no acabamento final, e é mais indicado para uso interno dos ambientes. É compatível com revestimento melamínico, PVC, lâmina de madeira natural e pré-composta, laminado de plástico de pressão, além de laca, verniz PU (Poliuretano) e UV (Ultravioleta), tingidores e seladores.

E então, qual o melhor?

Não existe um melhor ou pior. O que acontece é que existem as diferenças técnicas de cada um, o MDF é indicado para uma coisa, e o MDP para outra, temos que olhar o conjunto da obra, qual o uso final do mobiliário, local de aplicação, tamanho, peso a ser suportado, entre outras coisas.

Além da formulação (um é feito de partículas de madeira aglutinadas e o outro de fibras de madeira ), uma das principais diferenças entre o MDF e o MDP é a limitação de uso. Enquanto o MDF apresenta maleabilidade, o MDP tem limitações
que favorecem o uso desse material em artigos de linha reta, com maior estabilidade.

Em partes externas, em que a prioridade é o design do móvel com curvas e cantos arredondados, acabamentos finais, usinagem em baixo relevo e entalhamentos, peças com MDF são ideais. Agora, para uso interno, a escolha adequada é o MDP, já que permite a desmontagem sem prejudicar a qualidade do móvel, tem maior resistência e ótima colagem. O MDP apresenta alta absorção de tintas no acabamento final, ao contrario do MDF, que tem menos poros e consequentemente, menos custos com tintas.

Os dois podem ser utilizados em móveis e decorações para cozinhas e banheiros, desde que revestidos adequadamente em toda sua superfície e bordas, para evitar problemas com umidade. Em relação a custos, o MDP sai ganhando do MDF, sendo um pouco mais barato, pelo uso de partículas, e não fibras, na sua formulação e gastar menos energia na sua fabricação. A combinação dos dois materiais pode baratear o seu móvel sem abrir mão de qualidade ou estética.

Com esses nomes quase iguais, é muito fácil de confundir mesmo, mas a partir de hoje eu acredito que você está um expert na arte moveleira e pronto para conversar com seu arquiteto sobre os materiais adequados na sua casa dos sonhos. Converse com seu arquiteto, ele é responsável pelo projeto, que vai prezar pela durabilidade, pelo bom uso do material e tem maior relevância do que o material em si. Fora que abusando da criatividade, dá para transformar qualquer ambiente sem graça em super produções.

Beijinhos,

Lai.

Por Laiana.

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